quarta-feira, 27 de março de 2013

Novo tratamento para cancro da mama é português


Uma equipa de investigadores portugueses está a desenvolver um novo tratamento para o cancro da mama, a partir da engenharia molecular, criando um anticorpo capaz de eliminar as células tumorais malignas.
Novo tratamento para cancro da mama é português











A investigação, liderada por Paula Videira, venceu a sexta edição do Prémio de Mérito Científico Santander Totta/Universidade Nova de Lisboa, no valor de 25 mil euros, que é entregue esta quarta-feira, no auditório da reitoria da universidade.
Em declarações à agência Lusa, a investigadora explicou que o trabalho, a decorrer nos próximos dois anos, pretende, através da manipulação de anticorpos, juntar as células do sistema imunitário, designadas células T, com as do cancro da mama, para que as primeiras eliminem as segundas.
Os anticorpos são moléculas geradas pelo desencadear do mecanismo de defesa imunitária específica. Quimicamente, são glicoproteínas.
Segundo Paula Videira, da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa, o cancro da mama tem características que "criam um efeito imunossupressor", isto é, o sistema imunitário não consegue eliminar as células tumorais malignas, que progridem no organismo.
As células tumorais malignas expressam, neste caso, à superfície, glicanos - um tipo de açúcares - muito diferentes dos encontrados nas células normais e que se designam ‘sialil-Tn’.
De acordo com Paula Videira, esta "expressão" verifica-se em 30 por cento dos casos de cancro da mama.
Contudo, explicou, as células do sistema imunitário, em vez de reconhecerem a aberração e eliminá-la, "não vão fazer nada".
O que a equipa de cientistas se propõe fazer é criar um anticorpo ‘bi-específico’, que una as células específicas do sistema imunitário com as do cancro da mama e, ao mesmo tempo, "ative" as primeiras para eliminar as últimas.
Numa primeira fase, os investigadores vão finalizar o fabrico do anticorpo que vai reconhecer as células do cancro da mama, uma vez que, adiantou Paula Videira, "já existem anticorpos que activam as células T", as células do sistema imunitário.
Posteriormente, será feita a caracterização do anticorpo das células tumorais, antes da sua junção com o anticorpo das células T.
O novo anticorpo gerado será testado ‘in vitro’ em células humanas e, depois, em animais vivos, "capazes de receber células humanas sem as rejeitar".
Se for bem-sucedida, a investigação pode ser, na opinião de Paula Videira, um "passo importante" para o tratamento, mais eficaz e menos tóxico, do cancro da mama, mas também dos cancros do estômago, do pâncreas e do cólon, que expressam igualmente glicanos ‘sialil-Tn’.

Noticias ao Minuto - Novo tratamento para cancro da mama é português 


segunda-feira, 25 de março de 2013

Reforma do Estado pode acabar como a TSU

Do Jorbnal Sol, por Luis Gonçalves,

O professor da Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa acredita que só com um apoio do Estado a economia poderá voltar a crescer. «Não há dúvidas de que o país está em espiral recessiva», diz Paulo Soares de Pinho.


Ficou surpreendido com o recurso aos depósitos bancários para pagar parte do resgate em Chipre?



Qualquer pessoa que conheça a história das crises financeiras ficaria surpreendida. Os alemães têm insistido em penalizar os países que têm défices excessivos, mas até agora sempre houve cuidado em preservar a estabilidade. Desta vez isso não aconteceu: a medida é um claro incentivo a uma corrida aos depósitos. A mensagem de base, porém, estava correcta: se um país entra num modelo arriscado contrário aos princípios europeus, leia-se sistema bancário assente em lavagem de dinheiro, não deve esperar que a Europa venha em seu socorro e deve assumir os custos da sua salvação.



Mas não se podia ter excluído os depositantes mais baixos?



O limite ser acima de 100 mil ou 500 mil não muda o facto de se ter criado uma desconfiança face à segurança dos depósitos na Zona Euro.



Acha que é um modelo a ser exportado para futuras intervenções da troika?



A Europa não aguenta uma corrida aos depósitos, sobretudo em sistemas bancários mais instáveis como o espanhol. Espanha tem todos os ingredientes para nos deixar preocupados porque o sector imobiliário, cuja bolha provocou a crise na banca, também foi usado para lavar dinheiro. Perante um resgate à banca espanhola, cuja dimensão a União Europeia pode não querer assumir na totalidade, é de imaginar que alguém sugira o que foi proposto no Chipre. O que podia ser resolvido com uma injecção de capital público de 10 mil milhões de euros pode tornar-se num problema de liquidez de 400 mil milhões.



A crise em Chipre poderá atrasar o regresso aos mercados de Portugal?



Seria muito importante que o imposto sobre depósitos não fosse para a frente, para mostrar que uma medida deste tipo não é implementável na União Europeia. Os estragos são inevitáveis e podem condicionar Portugal e Irlanda.



Há uma mudança de percepção dos investidores face a Portugal?



Há dois anos, a esmagadora maioria dos investidores com quem eu interagia em Londres e Nova Iorque apostava que Portugal ia cair. No último ano, a posição alterou-se bastante. Desde o Verão, há uma corrida dos investidores para tudo o que tenha rendimento, nomeadamente dívida periférica. Para estes, Portugal deixou de ser ‘lixo’ para significar ‘rentabilidade alta’.



Mas o estado da economia não deveria afastar os investidores?



Os fundamentais estão todos contra Portugal. Está tudo obcecado com o défice, mas para a maioria dos credores o que importa é a dívida e o crescimento. E essa conjugação é fatal.



Como viu as declarações de Vítor Gaspar esta semana, ao assumir que o programa da troika estava mal desenhado?



O programa estava mal desenhado e foi mal implementado. O foco inicial era o corte de despesa e as reformas estruturais. A única área onde o Governo tocou foi a reforma laboral. Continuo à espera da reforma da justiça, das parcerias público-privadas, dos mercados de concorrência ou da energia. Do lado da despesa pública há algo que me surpreende até hoje: ainda ninguém apresentou uma única ideia sobre que administração pública queremos ter. Temos um Governo que está em funções há dois anos e só agora estuda as funções do Estado. Esta discussão começou tarde e com uma base de apoio muito reduzida.



A reforma do Estado pode nunca acontecer?



A reforma do Estado pode acabar como a Taxa Social Única (TSU). A TSU foi um case study de como não vender uma proposta política. Alguém que ache que cortar 3% ou 4% na TSU vai aumentar a competitividade de um exportador em Portugal, que não tem acesso ao crédito e tem dificuldades em recuperar o IVA, é porque nunca esteve na gestão de uma empresa.



O Governo diz agora que o investimento é o próximo motor de crescimento.



Do sector privado não espero grande investimento no futuro. A maioria das empresas não investe hoje por falta de confiança no desempenho da economia portuguesa. Não se pode ter um discurso de contracção da economia, de aumento do desemprego e depois pedir às pessoas para investir. O problema do Governo é que os ministérios da Economia e das Finanças funcionam como duas entidades distintas que só se encontram no Conselho de Ministros.



No final, o Estado será obrigado a estimular a economia?



Temos um Governo doutrinariamente anti-keynesiano que está empenhado em provar que a teoria keynesiana não está correcta. Só o Governo é que acha que não entrámos em espiral recessiva com a política que tem sido seguida. Não há qualquer dúvida que estamos em espiral recessiva. A economia portuguesa precisa do apoio do Estado para crescer, infelizmente. A política do Governo fez a economia e as expectativas dos empresários caírem a um nível tal que se não houver sinais muito fortes do Estado não haverá inversão. Na área fiscal, as regras mudam todos os dias, a burocracia e a carga fiscal aumentam. Passou-se do Simplex para o Complicadex.



Começar de novo é a solução?



O Estado tem de renegociar com a troika uma forma de colocar a economia a crescer. Já ninguém acredita que a economia cresça com base nas reformas estruturais que não foram feitas. A economia portuguesa arrisca-se a ficar vários anos estagnada porque as empresas vivem em clima de grande incerteza. Os empresários precisam de duas coisas: procura interna e mais crédito.



Há abertura da Europa para uma mudança de rumo?



Se a trajectória actual da política da troika se mantiver, Portugal vai ser apenas um pequeno caso no meio de muitos, como Espanha, Itália ou França. A Alemanha vai acabar por ser o principal perdedor. A queda da procura europeia vai fazer sofrer bastante o sector industrial germânico. Um sector que, aliás, tem grandes fragilidades em termos de competitividade devido aos salários altos, por exemplo. No dia em que a Alemanha começar a fechar fábricas, veremos se não há uma alteração da política económica na Europa.



A incerteza foi o maior preço da intervenção da troika?



O maior preço foi o aumento da fiscalidade. O nível actual é inaceitável e incomportável. Só aguenta esta fiscalidade quem é banqueiro.



Estamos perante o risco de insolvências na banca?



Nos próximos 12 a 24 meses não espero nada de grave, mas a economia não pode continuar a cair. Não espero uma alteração da dependência da banca do financiamento do BCE até que Portugal volte a crescer, saia do programa da troika e que os ratings dos bancos voltem a subir.



A banca será dependente do BCE nos próximos três a quatro anos?



Receio que, depois de ser conhecida a decisão do Tribunal Constitucional, depois de constatar que vamos precisar de mais tempo para atingir o défice de 5,5% do PIB previsto para este ano, subindo impostos e cortando despesa, não haja grandes notícias no lado do crescimento.








'Reforma do Estado pode acabar como a TSU' - Economia - Sol

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Comissão de IRC quer "paraíso fiscal" para grupos empresariais

A Comissão para revisão do IRC pretende um regime de participation exemption, similar ao que existe noutras regiões, como o Luxemburgo e Holanda. Uma oportunidade para juntar várias empresas e constituir um Grupo empresarial, uma das empresas com sede num dessses paises com IRC mais baixo e as empresas portuguesas a serem subsidiárias da empresa mãe. Algo que não é habitual na contexto da nossa cultura, cada um quer reinar na sua quinta, mas que pode fazer sentido e portanto uma oportunidade a estudar. O facto de ser haver uma integração num grupo, poder-se-à ter conatbilidades especializadas por Divisão (de facto cada Divisão uma das empresas que se associa à ideia.

Mais detalhes em

Noticias ao Minuto - Comissão de IRC quer "paraíso fiscal" para grupos empresariais

E claro que se houver interesse, os vossos comentários sãpo bem vindos.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

A Avaliação de Desempenho

A Avaliação de Desempenho é uma das ferramentas mais importantes quer para o desenvolvimento das organizações, pois permite planear os objectivos que cada colaborador se deve enfocar com mais empenho, como também para o desenvolvimento pessoal, pois permite detetar os pontos forte do colaborador e os pontos que carecem de melhoria, permitindo que os lideres façam "coaching" (orientação) nesses casos ou que programem ações de formação adequadas ao desenvolvimento desses pontos.
Mais do que as competências técnicas que em boa teoria se aprendem nas escolas, as boas empresas e os bons lideres procuram competências comportamentais adequadas ao desempenho da função, por exemplo orientação aos clientes, resilientes, inovadores, enfim há que designe "soft skills" outros autores por atitudes.
Não é de mais reforçar esta ideia, neste momento de crise em que vale tudo, não há respeito pelas pessoas, pretende-se reduzir custos de qualquer forma, sem ter a inteligência e obviamente sem se darem ao trabalho de uma gestão mais racional, objetiva e consequentemente potenciadora de melhores resultados.




terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Data Quality Award 2009 - Truvo

Truvo, a Company formally publishing Yellow Pages, making the transition to the online data search and their  interest on data quality. An interesting presentation





domingo, 10 de fevereiro de 2013

10 Lessons About Teamwork

In the times that individuals try to do everything alone, not respecting people, making all kind of non ethical actions just to benefit from it, there is a new way of thinking, the enterprise 2.0 in the words of Mc Afee, that considers colaboration, using all kind of thechology now in place through social technologies, a major change on individuals has to occur.

These 10 lessons about teamwork is a contribution towards the idea that the collaboration will go up to a situation where both will gain.